UM TAPA NA HISTÓRIA DE PRINCESA ISABEL-PB

20 abril 2014

No apogeu do século passado, o major Floro era o manda chuva da região de Irerê, então povoado pertencente ao município de Princesa. Morava nesse casarão enorme, belíssimo. Daí administrava uma vastidão de terras, com seus bois, seus canaviais e até uma usina de beneficiamento de algodão existia, sob suas ordens. Irerê tinha de tudo e mais alguma coisa, graças ao major famoso, cuja filha deu em casamento ao não menos famoso coronel Zé Pereira. Major Floro era também pai de Xanduzinha, aquela que amoleceu o coração do valente Marcolino, e que virou mote de música cantada por Luiz Gonzaga: “Caboclo Marcolino, tinha oito boi zebu/ uma casa de morada, dando pru norte e pru sul/ seu paiol tava cheinho, de feijão e de andu/ sem contar com mais uns cobres, lá no fundo do baú/ Marcolino dava tudo, por um cheiro de Xandu...”
Pois bem, meus amigos leitores. Desse encantamento todo, desse amor de Xandu e Marcolino, das boiadas, dos canaviais e da fábrica, sobrou somente o casarão, que está abandonado. Estive aí faz uns anos e a primeira coisa que me recomendaram foi a de olhar sem entrar porque a casa está tomada pelos maribondos.
Por que não aproveitar o casarão para fazer o Museu de 30?
Taí um desafio que faço ao bom prefeito Luiz Matuto e a minha amiga Rúbia, vice-prefeito de São José de Princesa: desapropriem o casarão, façam o museu que deixou de ser feito pelo prefeito de Princesa e recebam desde já os aplausos deste blogueiro e de todos os paraibanos preocupados com a preservação do seu patrimônio histórico.(Por Tião Lucena)

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