Ricardo Pereira diz que não tem rabo de palha e dá nota zero à gestão Dominguinhos

18 maio 2015

No Agora é a Hora, deste último sábado (16) recebemos pela primeira vez, de forma presencial, o Diretor do Hospital Regional de Princesa Isabel e pretenso candidato a prefeito de Princesa Isabel, Ricardo Pereira (PCdoB). Confira a entrevista:
Agora é a Hora: Ricardo Pereira, quais ações você tem feito pra minimizar a crise hídrica instalada em Princesa Isabel?
Ricardo Pereira: Eu tive na última quinta-feira, com o Secretário João Azevedo em João Pessoa, eu tive falando com Edvaldo Rosas, e o governo está atento à crise hídrica de Princesa (...). Eu responsabilizo o prefeito Domingos por esta questão do açude Macapá. Ele tem o poder de comprar e cercar o açude Macapá. Eu não sou hipócrita, como ele é tá certo! Em não reconhecer as coisas boas que se faz. Ele reuniu-se com o Ministério Público, mandou um comunicado para todos os entes federados, para Hospital Regional, UPA, Ministério e Polícia Militar. Isso é importante!
Todos nós deveríamos ter tratado do açude Jatobá com mais zelo, com mais cuidado nos últimos cinco anos. A gente que na verdade, sempre menosprezou e achamos que isso não iria acontecer. Faltou na verdade, certa atenção da gestão pública municipal, estadual e federal. Então é necessário reconhecer isso, sem nenhuma sombra de dúvida. O prefeito ele peca, por exemplo, numa obra emergencial, por exemplo, quando ele não faz uma vala ali, tirando este esgoto, que está caindo hoje, no açude Macapá. O açude hoje, ele pode hoje, sem dúvidas, suprir as necessidades de Princesa, para algum consumo de água, se não tivesse contaminada, como nós fizemos a análise, e ela está contaminada, por seis meses, por exemplo, dai está se tomando providencia no papel e na prática teria que isolar o açude Macapá. Tem que conscientizar a população e toda sociedade de Princesa Isabel, para que não se levasse animais e não se lavasse carro lá dentro. E com esta ação da prefeitura, que é uma ação pequena, onde deveria ser feito ali, um desvio através de tubos de esgotos para o sangradouro do açude, para essa água não entrar, lá dentro do açude Macapá.
Agora é a Hora: Você esteve com a Secretária Cida Ramos, e confirmou a chegada do Programa Cidadão em Princesa Isabel. Já tem data pra começar, como é que vai funcionar?
Ricardo Pereira: A gente acredita que a gente deva fazer esta grande ação no dia 09. Hoje, Princesa está carente, e nós temos filhos de Princesa que não está tirando o seu certificado militar, não está tirando título, em função de um recorde absoluto da gestão tucana, de ter ai, quase 2 anos fechado a junta militar de Princesa Isabel (...). Um absurdo, um prefeito que permite que a junta militar do município esteja fechada!
Agora é a Hora: Você tem acompanhado esta sabatina aqui no Agora é a Hora? E o que dizer? Qual foi o ponto interessante dos que passaram por aqui, que lhe chamou atenção de forma positiva, ou negativa?
Ricardo Pereira: Olha, pra falar a verdade, sinceramente, eu acho que o ponto mais positivo que eu vi aqui foi o de Dr. Rivaldo. Dr. Rivaldo. É um cidadão de bem, ele olha nos seus olhos, e fala aquilo que ele sente no coração. Eu tenho uma grande admiração por ele. Os outros sem comentários, por que pra mim, não menosprezando absolutamente ninguém e respeitando o ponto de vista de cada um, por que você precisa ter um projeto, e esse projeto tem que ser seu, tem que ser da sociedade, ele tem que ser macro, ele não pode ser micro. Eu não quero a prefeitura, eu não quero, está pré-candidato, não que está prefeito para empregar, meu pai, minha mãe, meus cunhados minha vó...eu quero a prefeitura para ela ter a capacidade de reinvestimentos, para abranger a sociedade, eu quero Princesa diferente. Eu não tenho um projeto pessoal pra mim, eu tenho um projeto para sociedade, eu quero que alguém em copie. Que traga o Samu, traga a UPA, traga a caixa de água do Bairro Maia, traga o esgotamento sanitário (...). Nós precisamos que a sociedade de Princesa não importe propostas fantasiosas, não importe pessoas que tenha um comportamento a típico, faltando um ano para eleição. Eu sou Ricardo, desde quando cheguei a Princesa desde 99. Eu ando na rua, eu ando de chinelo... eu não estou baixando o vidro hoje, eu baixo o vidro desde 30. Nós temos um projeto maior, e este projeto ele engloba, desde o trabalhador da Zona Rural, até a grande sociedade de Princesa Isabel (...). É preciso que você seja um gestor de grandes projetos! Quando eu fiz uma critica ao prefeito, que a partir de hoje eu não vou citar o nome dele, já que ele não citou o meu nome no microfone aberto, aquela coisa lá que está na prefeitura, ele deveria no mínimo, quando eu fiz a reclamação a ele, do ministro Agnaldo, é por que, quando ele decidiu votar em Agnaldo, ele era ministro. Então, ele tivesse imposto ao ministro, que precisava da ordem dele para adutora do Pajeú, estar em Princesa (...). A “COISA”, ela é tão sem futuro, que ela não reconhece o papel da oposição (...).

Quando nós denunciamos a falsificação de cheques, os saques, superfaturamentos... nós estamos denunciando, por que este é o nosso papel de oposição! Se não tivesse oposição, o que seria da vida dos princesenses? Ele continuaria comprando R$ 2 milhões de combustível, meio milhão de material de construção, R$ 980 mil de medicamentos, na véspera da eleição? Tudo isso, ele vai sentir na pela, bem devagarzinho, quando ele sair da prefeitura, que os processos que estiveram tramitando...para sorte dele, é que ele tem um grande amigo, que é Dr. Adão, que vai ser um grande advogado pra ele, por que ele perderá todos os seus grandes amigos (...).
Agora é a hora: Você por várias vezes cita a questão de vínculos empregatícios, questão de cabides em prefeitura, para parentes. O não, para o nepotismo, é uma das suas principais bandeiras Ricardo? Você não tem teto de vidro?
Ricardo Pereira: Sempre, foi! E a minha prática, ela me deixa impune, de toda e qualquer subjetividade. Eu não tenho rabo de palha! Eu aprendi essa frase com Aluízio Pereira Lima. Eu não sou prefeito, e nem serei, sou ser humano eu falho. A prática administrativa, ela me deixa muito à vontade para discutir, e olhar nos olhos de vocês, para responder aquilo que vocês quiserem perguntar. Quando eu estive secretário, queriam dizer que eu era prefeito, super-secretário, Deus (...). Eu tinha uma coisa comigo, eu fui um gestor técnico. Eu não tinha um parente meu de primeiro grau empregado na prefeitura, eu nunca tive ! Procure no estado, eu nunca tive, e nunca terei (...).
Agora é a hora: Nossa pergunta clássica. Qual a nota de 1 a 10 para a gestão de Dominguinhos?
Eu daria nota zero, a ele! A crise se ela existe, eu quero extinguir ela (...) Existe dois irmãos dele, os dois filhos dele...vamos começar a moralizar o serviço público, tirando nossos parentes do poder público. Então todos eles recebem a bagatela, nada mais, nada menos de que R$ 20 mil. Mais o salário, dele vai pra R$ 30 mil, R$ 40 mil. Então se tem crise, vamos começar de casa, cortando na nossa própria carne. Vamos pegar estes R$ 20 mil, e vamos investir...vamos fazer calçamento de uma rua por mês (...).

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